Polícia, Diocese e advogado esclarecem desfecho de perseguição e difamações contra sacerdote

Criciúma (SC)

Um caso de perseguição e difamações contra o padre Joel Sávio teve desfecho nesta semana, após a atuação conjunta da Polícia Civil, da Diocese de Criciúma e da defesa do sacerdote. O religioso havia sido alvo da divulgação de vídeos e prints adulterados, acompanhados de alegações falsas e caluniosas que ganharam grande repercussão pública. As investigações apontaram que os ataques partiram de uma mulher residente na região da AMUREL, que, movida por condutas obsessivas, manteve a perseguição até o início de agosto, chegando a enviar mensagens e áudios quase diariamente.

Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil representou por busca e apreensão, que resultou na coleta de três aparelhos celulares. Com as provas em mãos, a autora confessou integralmente os atos, admitindo ter manipulado vídeos e conversas, inventado alegações de encontros íntimos e desviado a verdade sobre supostos usos de recursos da Igreja. Também reconheceu ter criado um perfil falso em aplicativo de mensagens para se passar pelo sacerdote junto a familiares e pessoas próximas. O motivo, segundo a própria investigada, teria sido a frustração pessoal e a rejeição diante da postura firme do padre em relação ao celibato clerical.

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No âmbito criminal, foi celebrado um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), ainda pendente de homologação judicial, que prevê a confissão formal da investigada, o pagamento de R$ 40 mil à Diocese de Criciúma — valor já quitado e destinado a ações sociais —, além da obrigação de não manter contato com o sacerdote e não participar de missas ou eventos da Diocese. O acordo estabelece ainda multa de 20 salários mínimos em caso de descumprimento e suspensão do inquérito por dois anos, com extinção da punibilidade apenas em caso de cumprimento integral das condições.

Paralelamente, foi firmada uma composição civil entre a Diocese, o bispo Dom Jacinto, sacerdotes e a investigada. O acordo prevê a renúncia recíproca a indenizações por danos morais, validade mínima de dez anos e multa de dez salários mínimos em caso de descumprimento.

O desfecho do caso é considerado importante por restabelecer a verdade e a honra do sacerdote e da Diocese, garantindo proteção aos envolvidos e revertendo os valores pagos em benefício da comunidade, por meio de projetos sociais. Para a Igreja, a solução reafirma a confiança na Justiça e demonstra a prevalência do espírito conciliatório, que possibilitou a pacificação social diante de um episódio que gerou repercussão e preocupação entre fiéis e comunidade.

 


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